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Histórias de uma Estudante

Blog dedicado aos desabafos de DM, e ainda à partilha dos seus pontos de vista dos mais variados assuntos. Atenção, estes são bastante pessoais, por isso convido-os a fecharem o tab em que se encontram se não gostarem do meu blog.

Histórias de uma Estudante

Blog dedicado aos desabafos de DM, e ainda à partilha dos seus pontos de vista dos mais variados assuntos. Atenção, estes são bastante pessoais, por isso convido-os a fecharem o tab em que se encontram se não gostarem do meu blog.

À morte não se escapa

Um homem corpulento dançava com uma mulher elegante no meio do salão. Nesse enorme compartimento, as paredes não eram nem brancas ou aborrecidas nem pobres ou quebradas, mas sim altas e bem tratadas, com detalhes áureos nelas todas.  

 

Uma luz confortável acariciava o par que dançava numa turbamulta de outros casais, todos eles irradiando uma aura de contentamento e prazer.  

 

Esse momento prolongou-se por algumas horas, até que a harmonia se quebrou com a chegada de uns estranhos indivíduos, cuja entrada havia sido forçada. 

 

O caos havia começado. Os invasores, que não estavam lá para dançar, apoderaram-se das pessoas cujo destino só demonstrava ser obscuro. 

 

Muitas mortes, muitos reféns, muitas pessoas que possivelmente viriam a ser escravas para o resto das suas vidas. Os convidados que ainda estavam vivos espanejavam os seus braços e corriam freneticamente, não conseguindo agir com razão perante tal situação inoportuna. 

 

O homem corpulento e o seu par mal se moviam. Os seus corpos não os permitiam e nenhum dos dois, por mais assustados que estivessem, pareciam ser capazes de se mover. Qualquer tentativa de fuga remeteria para a sua morte, segundo eles.  

 

De súbito, ganharam controlo sobre o seu corpo e vendo que não podiam sair pela entrada principal, correram pelas escadas acima. A sua intenção de fuga fora rapidamente apercebida por um dos ofensores, que partiu em perseguição pelo par juntamente com outros dois camaradas. 

 

Qualquer esperança se dissipara, mas o par não perdera a sua vontade. Já que a sua vida nessas circunstâncias parecia acabar qualquer fosse a sua decisão, não perderiam nada ao tentar escapar a esse destino. 

 

Depois de muito correr, encontraram uma saída para o exterior. Correram com todas as suas forças para lá, atravessando-a a uma velocidade que só alguém em puro desespero atingiria.  

 

Uma vez cá fora, os seus passos haviam abrandado e tornavam-se lânguidos à medida que o tempo passava. O seu fôlego já não era ofegante e pouco a pouco regressava ao seu ritmo normal.  

 

Os dois começaram a andar pela noite dentro, com o luaceiro a denunciar a sua presença no caminho já distante.  

 

O homem, alto com estrutura facial pronunciada e áspera suspirara de alívio ao olhar para o seu lado direito e ver a sua parceira ali, viva. Ela, já de estatura mais baixa e formas curvadas, retribuíra o gesto também com um leve sorriso. Era já conhecida no baile a sua provocante maneira de ser, que ao mesmo tempo era inocente. Alguns diriam que por baixo daquele rosto se encontrava uma profunda coquetterie entre outros rumores caluniosos.  

 

Uma brisa de verão fazia as folhas das árvores próximas abanarem num ritmo lento e embalador. Não haveria melhor momento por parte dos ofensores para atacar. Não haviam tantos como lá dentro do salão, mas haviam-nos em número suficiente para que o casal voltasse a correr sem que parasse. 

 

Aquele encontro parecia tornar-se já amiúde, e o pânico voltara a invadir os corpos dos fugitivos. Sem nenhuma noção das razões pelas quais eles eram perseguidos, a única coisa que faziam era tentar tomar o passo mais rápido que podiam, mas em vão. 

 

Os outros eram mais e mais fortes que eles. Também mais rápidos e mais ágeis. Já nenhum dos dois sabia porque corriam a esse ritmo incessável, mas faziam-no sem parar. Isto é, até chegar a uma igreja abandonada. Ficava no meio do caminho, mas acabaram entrando lá dentro. Com o desespero, qualquer porta lhes serviu. Pensavam que encontrariam algum lugar digno de esconderijo, mas a tão degradada igreja não oferecia nenhum canto nem recanto onde eles pudessem desaparecer. 

 

Maldito luaceiro. A sua presença era denunciada pela luz que esticava as suas sombras a figuras esguias e longas pelas escadas de somente cinco ou seis degraus que davam acesso ao pódio onde outrora se realizavam várias cerimónias. 

 

Antes que tivessem tempo de pensar nas próximas ações, viram-se encurralados pelos ofensores, sem saída possível. A cara do par era sem dúvida de puro assombramento e aflição. 

 

A morte deles havia contudo sido rápida. Uma vez feito o trabalho, os assassinos abandoaram o local, deixando ali os dois corpos ao lado um do outro, envolvidos no sangue que se misturava numa enorme poça carmim. 

 

As estátuas lá de cima, de expressão sempre lúgubre pareciam já ter previsto esse final. Os turíbulos que elas seguravam não tinham nem sinal de incenso ou de luz, deixando a entender que ninguém havia rezado pelo seu bem. Os epigramas presentes nessa igreja haviam-se tornado já epitáfios. "N'importe pas qui tu eus été, la mort nous attend tous dans le même sol.

 

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Bem, bem. Este texto é o primeiro de muitos que espero vir a fazer por sugestão da minha professora de português.

 

Basicamente, fazemos uma lista de palavras cujos significados não sabemos, e depois procuramos pô-los num contexto ou memorizá-los de certa forma. Decidi fazer pequenas narrativas. 

 

A cada 10 palavras, farei uma nova.

 

Logo verei se terá um edição estrangira também, já que me dava um jeitaço treinar as ouras línguas que sei ou que acho que as sei.

A tag será #10 palavras.